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sábado, 2 de maio de 2020

SAÚDE Consumo de carne responde por 70% de novas doenças em humanos; diz ONU


 sábado, 02/05/2020, 15:19 - Atualizado em 02/05/2020, 15:19 -  Autor: Com informações hypeness.com
    

O relatório explica que não é possível tratar a saúde humana, animal e o meio ambiente de forma isolada.
 O relatório explica que não é possível tratar a saúde humana, animal e o meio ambiente de forma isolada. | Reprodução
Ao todo, 70% das doenças surgidas desde a década de 1940 são de origem animal, assim como o novo coronavírus, que enfrentamos hoje. A afirmação é do relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) para Agricultura e Alimentação (FAO).
O documento explica que o crescimento da população e a expansão agrícola têm mudado a maneira de como as doenças surgem, ultrapassam fronteiras e se espalham e cita o aparecimento do HIV-1, encefalopatia espongiforme bovina, síndrome respiratória aguda grave (Sars) e novos vírus de gripe. Ásia e África são os continentes mais vulneráveis com o aparecimenfo dessas enfermidades.
A produção de alimentos de base animal é o coração da agricultura mundial hoje, segundo o documento. Um quarto da superfície terrestre é usada para o pasto de e um terço da terra é usada para o plantio de sementes para a pecuária, o que representa 40% da produção de cereais. A criação de animais usa mais terra do que qualquer outra atividade humana. Os principais produtos provenientes daí são leite, carne e ovos.
Ainda segundo a ONU, homens têm consumido mais carnes vermelha ou branca e também são os que mais se deslocam para outras regiões, aumentando, portanto, o volume de bens e produtos comercializados internacionalmente. Com isso, organismos que causam doenças viajam pelo mundo mais facilmente.
Já as mudanças climáticas, como alteração da temperatura, desequilíbrio das estações do ano e da duração dos períodos de chuvas, também influenciam o comportamento animal e biológico, provocando impacto sobre hospedeiros, vetores e patógenos.
Diante desse cenário, o relatório explica que não é possível tratar a saúde humana, animal e o meio ambiente de forma isolada. A agência recomenda evitar as causas das doenças e não simplesmente combater as enfermidades após seu surgimento.

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